segunda-feira, 2 de fevereiro de 2015

Ser pai

confianca pai filho Jiu-JitsuSer pai significa assumir a sua paternidade
Ser pai não se resume em comprar arroz ou meter uma criança na escola
Ser pai é ser amigo
É ser capaz de amar e demostrar esse amor
Todo o homem pode ter uma criança,
Nem todo o homem que tem filho/filha merece ser chamado de pai
Ser pai carrega consigo uma grande responsabilidade
É amar o/a ser que esta por vir mesmo na gestação
É acompanhar a mãe no hospital e dar todo cuidados necessarios
É ser capaz de perceber que uma mulher gravida requer mais cuidado
Ser pai é pôr a criança no colo e sentir-se maravilhado pelo novo ser
É sentir uma coisa estranha, maravilhosa que meche com o amago de qualquer homem
Aquele que não sabe respeitar, acompanhar o/a sua/seu filha/o não deve ser chamado de pai

terça-feira, 18 de novembro de 2014

Parabéns horizonte Azul pela realização da Conferencia Nacional da Rapariga


Durante dois dias (12 e 13 de Novembro), participei da conferência nacional da Rapariga que foi organizada pela Horizonte Azul e mais algumas organizações da sociedade civil que não posso fazer menção a nenhuma delas por serem muitas e, caso pusesse uma destas, as outras iriam contestar acusando-me de ter afinidades paralelas, o que é normal. Alias, todas estas organizações fazem parte de uma coligação que é conhecida por CECAP, que significa “Coligação para a Eliminação dos Casamentos Prematuros”.
Esta conferência a meu ver superou as espectativas, na medida em que fora o debate sem desfecho que nos habituaram a assistir neste tipo de eventos, a Horizonte Azul trouxe algo inovador, que é juntar a arte e o trabalho em prol de uma causa justa que é dar um “STOP” aos casamentos prematuros que, alias já mais serão chamados de casamentos prematuros, mas sim, “Uniões Forçadas ” porque segundo uma das oradoras, casamento presume consentimento enquanto, nas uniões forçadas as vozes das raparigas são abafadas pelo patriarcado que as submete a uma escravatura total. Por outro lado, a discussão estendeu-se ao fenómeno de tráfico de pessoas. Juro que antes desta conferência não sabia claramente como é que este fenómeno ocorre. Contudo, no final percebi que esta faz parte de uma prática que não é só feita no território moçambicano, mas envolve todo um circuito regional e internacional com maior enfase à vizinha Africa do Sul que é o principal destino das crianças traficadas. Através dos vídeos hora passados, vi olhos esbugalhados de lágrimas como um céu escuro prestes a se rasgar entre nuvens negras, um silêncio mudo capaz de assustar até os surdos vestiu a sala. Notei desta feita que alguma coisa estava a entranhar os/as adolescentes que coloriam aquela sala. Os titios e titias arrependiam-se dalgumas actitudes suas porque qualquer um, alguma vez terá sido conivente com estas práticas apesar de as desconhecer (minha ideia).
Em fim, muita coisa podia dizer. Mas falar não é escrever. Me foi aconselhado de que não devia fazer jornais porque isso satura as pessoas quando lê os escritos que a gente redige. Termino encorajamento para que mais associações trilhem o mesmo carril pelo qual caminha o comboio da Horizonte Azul. Por outro lado, agradecer a sobremesa em forma de sarau cultural que nos foi servida no Cine Teatro “Gilberto Mendes” barra Gungu.

Uma Licão Pratica do Dia-a-dia

Já a dias desde que chegamos a este lugar, o meu colega me olha com ar de desconfiança quando arrumo a cama. Alguma coisa como “Porque é que, este miúdo sempre a arranja o seu leito enquanto tem pessoas que são pagas para isso?” pairava a sua cabeça. Acredito que é desta forma que pensava porque me observava com ar de espanto e admiração ao mesmo tempo.
A propósito, certo dia antes de acordar e me aprontar para a corrida diária comecei a arrumar a cama. Nesse mesmo momento ele deixou a língua comer as bactérias que pairam no ar, dizendo:
-Olha porque é que estas a arrumar estas coisas enquanto as moças podem arrumar?
Como sempre, aquele era o momento mais oportuno para defender a minha causa mostrando que numa situação em que parece que a gente nada pode fazer. Podemos fazer muito do que nem se quer imaginamos. Comecei a lhe responder:
-“Sabe mano, as vezes as pessoas esquecem de que ainda existe bondade. Portanto, precisamos lembra-las de que afinal há alguma luz que pode brilhar em meio a imensidão das nuvens. Dai necessitamos acende-la. Hora veja, quando ela entrar e apanhar que a minha cama já foi feita, vai questionar-se porquê? A partir dai, irá começar a acreditar de que ainda existem boas pessoas e vai querer cultivar esta ideia contando para a sua família e amigo/as mais próximo/as e estas pessoas todas vão ajudar a espalhar esta ideia iluminado o mundo de boas praticas. Esta reflexão vai lhes puxar a reflectirem sobre as suas actitudes com relação aos outros e a qualquer evento”
Pude notar que havia ganho a sua atenção, ficou estático seguindo o ditado dos sábios que diz “escutar é o poço da vida”. No final para me mostrar que havia apanhado a ideia que com ele partilhava, antes de sair da sala disse o seguinte:
- Tens toda a razão. Veja que na minha cama tiraram até um dos lençóis enquanto para si deixaram tudo completo.
Em fim, é uma estória que chama a reflexão de todos para que vejam que podem muito fazer para a construção de um mundo melhor onde cada um de nós faz o seu máximo para iluminar a vida das pessoas próximas de si, sem importar se é uma pessoa conhecida ou desconhecida, rica ou pobre, grego ou troiano, em suma, não importando o seu status social.

sexta-feira, 31 de outubro de 2014

Falo com o cão


Não falo com o dono do cão, ma sim, com o próprio cão. Os cães também se comunicam. Que mania é essa de vocês humanos dizerem que são melhores do que nós?
No fim do dia se violentam, se matam e se contrariam. Quem é melhor agora?
São gananciosos, possessivos, orgulhos e sem pena. Que espécie tao ínfima!
Se acham superiores na escala da evolução, enquanto por outro lado, outros da vossa espécie morrem sem assistência apesar da tecnologia que possuem. Usam o vosso conhecimento e tecnologia apenas para produzir bombas e fomentarem guerras
Andam a saquear o planeta, pondo em perigo toda a espécie vivente por conta da vossa ganancia e arrogância desmedida.
Que espécie ínfima e insignificante, vizinhos dos símios.
Hu, hu, hu. Não falo com o dono do cão, mas sim, com o próprio cão.

Tive um sonho consigo


Ontem sonhei consigo, foi um momento maravilhoso. Confundia-se com a realidade. Estávamos a caminhar, voltando de algum lugar. Não sei de onde. Era como se fosse aquele dia onde fomos ao talho. Acredito que ainda te lembras dessa data, no final do ano. Ninguém pode esquecer um dos melhores momentos que passou com a pessoa cujo nome esta talhado no seu coração de forma indelével. Daquela pessoa que a mente não quer esquecer, que o corpo quer tocar por mais que seja pela ultima vez. Talvez na próxima reencarnação teremos a possibilidade de estarmos juntos se isso fosse possível. Pena que o destino nem sempre responde aos nossos anseios. Por isso, vagueio no vazio da minha existência para ver se te reencontro num encontro eternal.
Não queria acordar por nada. Desejava permanecer embebedado no sono profundo, daqueles que levam ao paraíso guardado no coração dos homens e das mulheres. No sonho atirávamo-nos com areia branca cristalizada parece de praia. Daquelas praias limpas onde a imundice dos sem alma ainda não tocou. Apertava fortemente a sua mão com medo de acordar e consigo não estar. Um rio de lagrimas cria-se no canto esquerdo do olho, escorrendo o rosto tristonho até desvanecer nos lenções brancos do quarto que cobrem esse corpo viajante quando recordo daquele sonho que não se pode materializar. A vida sem ti é triste, sem cor, vazia e dorida.
Sei que as lagrimas não vão fazer o tempo voltar atrás. Por isso, me quero perder nesse vazio do mundo real fingindo de vivo, me camuflar nessa inexistência. Talvez um dia o sol volte a brilhar, o vento traga a poeira e essa combinação traga a chuva para lavar a tristeza que me manieta desde a última vez que nos vimos. O meu âmago está magoado porque o sonho não pode ser real, desvanece em meio ao sol tanto como a magia desaparece quando o rosto escuro da noite dá luz ao dia.

A partida


Meu corpo parte para um destino certo
Meu coração para um destino incerto
Vou sem olhar atrás para que não veja as suas lágrimas minguando
Cruzarei terras e mares
Doutro lado do mar vou respirar novos ares

Meus pés trémulos e minhas mãos desajeitadas não sabem esconder a agonia que me abocanha
Parto com a esperança de novo voltar
Levo comigo aquele seu vestido dourado com cheiro de borboletas
Vou cheira-lo quando a solidão me avassalar
Com os olhos da imaginação te recriar
Por favor não chore
Desta forma partes meu coração sozinho
Que come este triste caminho
Abrace-me fortemente e deixe o ar da sua boca em mim entranhar
Não te preocupes o seu nome está gravado no meu peito
Vou recita-lo todas as manhãs
Logo ao acordar farei um pacto com o vento:
Embalar um beijo doce melado e entrega-lo.
Se sentir a janela rangendo de manhã!
A Mantenha aberta. É o meu beijo que vem a ti guiado pelo vento
Tento me segurar, mas vejo que é ingénuo
Capitulo para o amor
Esse ser estranho que me traz tanta dor
Sinto em mim um grande ardor
Um calor que sai das fornalhas das minhas entranhas
O coração se precipita
Vou me segurar para não cair
Nessa combinação de calor e frio um charco de lágrimas em terno do meu olho direito começa a se criar
Uma lágrima precipita-se e começa a gotejar
Parto para outro lado do indico com a esperança de um dia voltar

Uma aulinha sobre sexualidade

Para o gozo pleno do prazer sexual de um casal, é preciso que haja mais intimidade entre os dois. O diálogo é o que mais conta acima de tudo. O homem deve criar espaço para que a sua parceira diga em que posição se sente mais confortável e quais são as partes mais sensíveis, onde quando é tocada se sente perdida, “nas nuvens” como se tem dito. A mesma dica serve para o homem, é preciso que este saiba ouvir a sua esposa ou parceira, que não se admire quando esta quiser experimentar novas posições. Isso ajuda a tornar o acto mais prazeroso. Não significa, porém, como alguns homens dizem que esta aprendeu com “outro”. Há muitos filmes, revistas e outros recursos ao redor que ajudam a manter as pessoas informadas sobre o “gozo pleno da sexualidade”.
Importa ainda perceber que o auge de uma relação não é simplesmente o sexo ou a penetração. Existem muitas outras coisas que deixam a relação mais saudável. O sexo pode ser complementar mas não um fim. O importante é que haja amor, cumplicidade, harmonia e entendimento acima de tudo. O beijo, as caricias, os olhares também podem ser mais intensos e penetrantes que a própria penetração (passe a redundância) propriamente dita.
Na verdade, há muito do pouco que aprendemos ou quase que não aprendemos sobre este assunto. Ainda é um tabu falar da sexualidade dentro da nossa sociedade. Entretanto, este facto, faz com que a gente não explore as potencialidades deste acto. É preciso que a gente leia mais, investigue e partilhe os conhecimentos desta área isso fará com que mais pessoas que nunca atingiram o orgasmo possam perceber o que é isso.
Já estou indo longe. Hoje fico por aqui. Era um cheirinho daquilo acho que devíamos começar a pesquisar e a explorar já que a natureza nos conferiu as ferramentas básicas que precisamos para nos conhecermos melhor e nós satisfazermos como sujeitos que merecem uma vida bem vivida!

quinta-feira, 16 de outubro de 2014

Os voos da minha infância



Nas tardes, no quintal da minha casa de caniço brincava de voar. Sobre a relva rica e verde sonhava com a vida de adulto que um dia me tornaria. Não sabia que aquela magia ia desvanecer em meio ao sofrimento. Lembro que uma certa tarde, sem que ninguém me visse, abri as mãos, senti o vento me entranhar e me deixei elevar. Dei giros e giros fugindo do chão. Me senti feliz, realizado. Não queria sentir mais outra coisa fora aquela sensação sumptuosa de voar.
O tempo passou, deixei de acreditar, de sonhar e de voar. Os dias tornaram- se negros e as noites mais escuras e tenebrosas. Todos pesadelos chegaram com o seu fardo pesado. Nos dias que correm, já não existe aquela relva verde na qual pisava e voava. No seu lugar uma casa ergueu-se e tampou a energia e a magia que aquela terra me transmitia.
As vezes quando a solidão chega e me avassala, tranco-me no quarto e medito, volto ao passado. Naquele tempo onde tudo era possível.
Quando saio a rua não me canso de contar essa mesma estória. Vejo nos olhos das pessoas com as almas cegas que não acreditam no meu conto, elas descontam as minhas palavras. Mas nem com isso deixo de lembrar da minha inocente infância quando voava sobre o quintal da minha casa.

sexta-feira, 29 de agosto de 2014

Sessar Fogo Permanente Entre Israel E Hamas



Não sou bom em questões de análise politica ou social. No entanto, quando hoje de manhã peguei no jornal juro que fiquei horrorizado com o que li. Algumas pessoas iam se alegrar, depois limpar a boca e deixar as suas vidas continuarem normalmente como se de nada tivessem lido. Contudo, este não é o meu estilo. As vezes quando vejo coisas que falam de perda de vidas humanas sempre dou- me tempo para ler o jornal.
A propósito, invadi a secretária da minha colega, vi que na sua mesa tinha o “jornal noticias”. Normalmente, quando pego um jornal procuro sobretudo a parte das cronicas ou das curiosidades já que sei que o resto do que ai vem, são arranjos para abocanhar leitores e engoli-los nas notícias que só visam entreter as pessoas por causa das barbaridades e publicidades baratas que escrevem. Não quero com isso desencorajar as pessoas que tem cultura de ler os jornais. Mas também, há uma necessidade de analisar o que se lê.
Peguei no jornal. Folhei um pouco, e mais um pouco. Vi ali a cronica de um tipo que não quero mencionar o nome. Falava do acordo de “sessar de hostilidade” entre o governo e a Renamo. Aquilo devia ser chamado de “sessar fogo”, mas o governo, sobre o argumento de que não havia nenhuma guerra declarada não se devia chamar sessar fogo. Para mim não importa. O importante é que se entenderam, não sei como, mas o sangue do povo sei que foi derramado e agora se negam assumir as responsabilidades das suas barbaridades. Não vejo por que motivo os passeios da “Joaquim Chissano” tiveram que chacinar vidas inocentes. Este é outro capítulo.
A razão da minha inquietação na verdade foi o acordo de sessar fogo permanente, assinado na terça-feira entre Israel e Palestina. Alias, não é o acordo que me inquieta, mas sim, a revindicação de ambos os lados da “Vitoria da guerra” que vem incendiando a faixa de Gaza. Só para constatar, esta guerra já enterrou cerca de 2143 palestinos, entre civis e soldados; enquanto do lado israelita são mencionadas apenas 70 pessoas. Por um lado, Israel diz que golpeou o Hamas. No entanto, a sua imprensa fala de “empate” porque apesar de ter sido bombardeado o Hamas, ainda continua viva. De outro lado, a Palestina diz que Israel acabou rendendo apesar do seu imponente exército e armamento sofisticado que possui. Por isso não havia como continuar a guerrear.
É por ai que me inquieto. Num evento em que vidas humanas são desperdiçadas, não existe nenhum motivo para comemorar. Ambos deviam aproveitar este momento para tentar reconstruir os seus espaços, reconfortar o seu povo que vem sofrendo a décadas. Por isso digo que o ser humano é complicado de tal maneira que se fazem armas que são precisos carros para carregar e são para matar a ele próprio.



terça-feira, 26 de agosto de 2014

Vida Injusta

Quero fechar-me no quarto e beber um fado forte
Me envolver entre os lenções e chamar as lembranças dos velhos tempos
Daqueles momentos que se tornaram farrapos

Me quero encher de tristezas e deixar o rio das minhas lagrimas molhar a cama até que meu coração não suporte
Porque os que foram não voltam mais e os que chegam não ficam para sempre
Porque essa vida passageira a ninguém pertence e a todos é tirada antes do tempo
Nem os poetas que evocam a morte vivem para sempre
Aqueles que tingem e enchem a vida dos outros de cores para o além também partem

Os corações também se partem e entre solidão e tristeza da perda se repartem
Lembram do filho que não foi amado
Do artista em vida renegado e bajulado
Daquele que apos a morte é glorificado
Não importa quantas lagrimas caiam, também vou seguir o mesmo caminho
Por isso, vou juntar os meus poemas e deita-los fora
A vida é injusta e as pessoas também o são
(Adeus White)

segunda-feira, 25 de agosto de 2014

Momentos de pós-trauma das doenças


Sabe, este último episódio de gripe a que acabo de passar levou-me a lembrar dalguns momentos do “pós-trauma” quando a gente se livra dalguma enfermidade. Chamo de pós-trauma porque não sei como é tratada aquela fase em que a gente sente que já está livre da doença que nos sucumbia e nem quero dar-me o trabalho de procurar pela definição. Primeiro porque não sou especialista na área, mas também, as pessoas não têm que esperar receber tudo de braços cruzados. Há que trambicar para manducar.
Acontece portanto, que, quando ainda era criança as vezes me contentava em ter uma doencinha, desde que não martelasse tanto a cabeça porque podia ter alguns dias de luxo. Podia comer tudo o quanto quisesse dentro daquilo que eram os limites e as capacidades dos meus pais. De manhã vinha uma papinha de milho; ao meio dia uma carninha e a noitinha mais um outro comerete de luxo, mas antes uma sopinha e, nos intervalos podia comer bolacha maria, um iogurte e mais alguns docinhos. Tinha um tratamento especial e não via o risco que se tem quando se esta doente. O que mais gostava ainda era do xarope. Por vezes preferia ter alguma doença respiratória para tomar o mel. No entanto, a única coisa que me podia tirar o sono quando estivesse doente, eram as vacinas e os próprios comprimidos.
Uma outra situação que acho um pouco engraçada nesta fase é quando a gente fica doente de verdade e parece que ficamos por um fio entre a vida e a morte. Lembro que nesta fase, como tinha um amigo de que gostava muito na adolescência humilde e, porque não era ganancioso pensava em chamar os meus pais para levar todos meus brinquedos para lhe oferecer já que não ia precisar deles caso morresse. Me orgulho por ter pensado assi, pena que esta coisa de adulto chegou e trouxe também a mania de agarrar as coisas para nós mesmos sem pensar nos outros.
Uma mania a que me arrependo na verdade era nos casos em que ficava doente enquanto namorava com alguém. Não queria que ninguém sofresse de amores por toda a vida só por minha causa. Preferia fazer de tudo para que a relação terminasse de modo a aliviar o sofrimento da dor da perda. Pena que não sabia que isso fazia com que a pessoa sofresse mais porque me achava mais especial ainda. Mas também, paguei um preço carro por esta mania. Cinco anos de namoro foram a baixo.
Em fim, são casos para lembrar e rir um pouco. A gente assim aprende. Sem as frustrações e algumas doenças a vida se calhar não teria as cores que tem e muito menos as graças e as desgraças que nos proporciona.